Também chamado de teoria do gotejamento, é uma política de redução de impostos às camadas mais abastadas ou a empresas para que o dinheiro possa ser reaplicado na economia, beneficiando, no longo prazo, diversos setores da sociedade. O argumento neoliberal de defesa dessa teoria afirma-se pela potencialização do capital privado para investimento e da atribuição ao próprio mercado do papel central para as condições econômicas necessárias para a melhoria social. Críticos a essa teoria, como o economista Yanis Varoufakis, afirmam que a aplicação de tal estratégia, ao contrário de redistribuir riqueza, aumentou a desigualdade de rendas. Nas políticas de trickle down, apoiadas no entendimento da eficiência dos modelos matemáticos, nota-se que tal conceito constitui-se sob a base da metáfora orientacional, pensada por Lakoff e Johnson. Tal metáfora, nessa perspectiva, consiste como, ao mesmo tempo, preenchimento conceitual e recurso retórico a utilizar a relação espacial e direcional. O trickle down (ou teoria do gotejamento) está no eixo paradigmático (com orientação vertical e para baixo) como forma de estratégia política a reduzir impostos de empresas e dos mais ricos a fim de se aumentar o capital para o investimento e, no longo prazo, beneficiar a sociedade com mais ofertas de empregos e repasse de parte desse capital acumulado.