Overheating é um termo econômico que serve como uma metáfora para descrever uma economia que está crescendo de forma muito rápida, além de sua capacidade sustentável. Assim como uma máquina que, ao ser operada em excesso e sem a devida manutenção, pode superaquecer e falhar, uma economia que cresce muito rapidamente pode enfrentar sérios problemas. Quando a demanda supera a oferta, a pressão sobre os recursos da economia aumenta, levando a um aumento generalizado dos preços, conhecido como inflação. Esse crescimento acelerado, impulsionado pelo consumo excessivo, altos níveis de investimento e baixa taxa de desemprego, pode resultar em um superaquecimento da economia. As políticas monetárias e fiscais muitas vezes são inadequadas ou insuficientes para desacelerar esse crescimento, resultando em desequilíbrios, como déficits comerciais e uma alta dos preços dos ativos, criando bolhas especulativas. A metáfora do superaquecimento sugere um estado de alerta; assim como um motor superaquecido que pode parar ou quebrar, uma economia em excesso de velocidade corre o risco de uma desaceleração brusca ou mesmo de uma recessão. Um exemplo real desse fenômeno pode ser observado na economia global nos anos que antecederam a crise financeira de 2008, quando o excesso de crédito, combinado com a alta demanda e a especulação, levou a um aumento dos preços dos ativos, especialmente no setor imobiliário. Quando o motor da economia começou a falhar, as consequências foram sentidas em todo o mundo, levando a uma das piores recessões da história recente.